A Semana Trágica (Portugal)

A Semana Trágica (Portugal) 1

O governo, diante da pressão popular e da imprensa, concordou em vinte e três de julho de proporcionar uma pensão de 50 cêntimos diários pras esposas e filhos órfãos de mãe dos reservistas mobilizados. Em Barcelona, os embarques de tropas no porto começaram no dia onze de julho, sem que ocorram imprevistos. Mas pela tarde do domingo, dia dezoito de julho, quando se procedia ao embarque do batalhão de Caçadores de Reus, integrado pela Brigada Mista da Catalunha, a tensão explodiu. Que venham os ricos! A polícia teve que fazer incontáveis tiros para o ar e prendeu inúmeras pessoas.

Os protestos aumentaram nos dias seguintes, quando chegou a notícia de que haviam produzido amplo número de baixas entre os soldados espanhóis enviados para o Marrocos. Com visibilidade para a estrada diariamente; se não há local pro teu desenvolvimento, caindo; se há local, solidificados. Fazia longo tempo que a revolução não dispunha de ar respirável; encontrou o protesto contra a campanha do Rif e respirou à persistência.

O motim se forja a claridade do dia, à presença de governadores e juízes. Não há que conspirar nem sequer que confabularse. Para destruir em Portugal a um público, moral e materialmente, basta a hábil utilização da Lei de Imprensa, de Associação e de Reuniões Públicas.

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Desse jeito eu confesso que os melancólicos acontecimentos de julho, há que identificar duas coisas: a greve geral, “coisa preparada e cozida”, e o movimento anarquista-revolucionário, de caráter político, “coisa que surgiu sem preparação”. Em Barcelona, a greve iniciou-se nos bairros periféricos, onde se encontravam a maioria das fábricas. Ali se queimaram as casas onde se cobravam os odiados consumo. Depois, os operários se mudarem pro centro da cidade, onde ocorreram distúrbios no momento em que tentaram deter pela força dos bondes e obrigaram a fechar as lojas e os cafés. A greve e a revolta se espalhou pra várias cidades catalãs, especialmente nas províncias de Barcelona e Girona.

Em Barcelona, se levantaram centenas de barricadas e inúmeras armas foram atacadas pra fornecer-se com pistolas e fuzis. A ferocidade se dirigiu contra as igrejas e as propriedades eclesiásticas, essencialmente os conventos, colégios e as direcções das ordens religiosas. No espaço de poucas horas, ficaram muitos edifícios religiosos.

Em alguns casos, os frades e as monjas e os bens foram respeitados, porém pela maioria dos incendiários lançaram-se ao saque e à pilhagem e se perderam móveis e eletrodomésticos. O padre de El Poblenou morreu asfixiado no porão da igreja, onde se havia refugiado.

Também é profanaram os cemitérios de alguns conventos. A inicial protesto belicista tinha se transformado em protesto anticlerical com o incêndio de igrejas, conventos e escolas religiosas. A chegada de notícias de Marrocos a respeito do desastre do Barranco do Lobo, onde faleceram mais de 150 reservistas, em sua maior quantidade do contingente que saiu de Barcelona no dia 18 de julho, avivou a insurreição.

Barcelona amanhece com numerosas colunas de fumaça provenientes dos edifícios religiosos atacados e incendiados. Durante o dia continua a violência anticlerical e os tiroteios entre os insurgentes e as forças de ordem pública. O balanço dos distúrbios da cidade de Barcelona representa um total de 78 mortos (setenta e cinco civis e 3 militares); meio milhar de feridos e 112 edifícios incendiados (destes, 80 eram edifícios religiosos).

O governo Maura, por intermédio de seu ministro do Governo de Juan de la Cierva e Penafiel, inicia de imediato, trinta e um de julho, uma repressão muito duro e arbitrária. Pára a incontáveis milhões de pessoas, das quais 2000, foram processados, convertendo 175 penas de desterro, cinquenta e nove cadeias perpétuas e cinco sentenças de morte.